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12 de abril de 2013

Industry Financials, Sector Banks, JPM, WFC e C

A Industry Financials representa neste momento 15,98% do valor total do S&P 500. Ela é dividida em 4 Supersectors: Banks, Insurance, Real Estate e Financials Services. O primeiro tem um peso aproximado de 33% na sua Industry.

Eu vou analisar esse Supersector e as referidas cotadas no título, porque temos apresentação de resultados entre hoje (JPM e WFC) e segunda feira (C). Estas 3 cotadas juntas possuem um peso de +-55% no Supersector. Significativo!

A Industry Financials continua a sua caminhada rumo a uma zona de resistência que se encontra a +-12% de distancia. Terá ainda força para alcançar essa zona de suporte deixada em 2009? Ao fim de 4 anos esses valores poderão já não ser um referência. 

O gráfico diário não apresenta qualquer sinal de perda de força. Quarta feira realizou novo breakout, depois de ter testado com sucesso a LTA de médio prazo. Os touros dominam em todos os horizontes temporais. Importante vigiar a já referido LTA.
gráfico semanal
gráfico diário
O Supersector Banks apresenta um comportamento mais modesto do que a sua Industry. Ainda não conseguiu superar a fundamental zona de resistência criada desde 2009. Neste momento negoceia junto dessa zona, mas será importante voltar a fazer novo higher high relativo. Caso contrário pode aparecer o primeiro sinal de fraqueza. Os touros também dominam em todos os horizontes, apesar de no curto prazo precisarem de novo estímulo...
gráfico semanal
gráfico diário
O JP Morgan apresenta uma caretistica muito idêntica ao seu Supersector: Negoceia encostado a uma histórica zona de resistência criada ao longo dos últimos 5 anos! Apesar da sua tendência de subida no último ano, ele basicamente lateraliza num amplo intervalo desde 2009.

O seu gráfico diário apresenta no curto prazo alguns sinais de perda de força, apesar do teste bem sucedido recentemente à sua LTA com 1 ano de existência. Deixou em Março um lower low relativo e pode estar a formar agora um lower high relativo. Fundamental a LTA não ser quebrada. Existe mesmo neste contexto uma possível Brodening Top.
gráfico semanal
gráfico diário
O banco Wells Fargo apresenta carateristicas muito semelhantes ao JP Morgan no longo prazo. Apesar de ele ainda não ter apresentado nenhum sinal de fraqueza, as últimas 2 velas diárias foram dojis com aumento de volume, ligeiramente acima da sua média. 

As fronteiras estão fáceis de definir. Resistência histórica um pouco acima, suporte intermédio ligeiramente abaixo e LTA de longo prazo próximas. muito importante para os touros estes últimos 2 pontos não serem quebrados.
gráfico semanal
gráfico diário
Finalmente o Citigroup. Técnicamente mais rebelde no gráfico diário, é o mais atrasado no longo prazo. Ainda longe da histórica zona de resistência, o gráfico diário apresenta alguns sinais preocupantes para os longos. Quebra de uma LTA com 10 meses de existência, gap down criado no dia 18 de Março com bom volume ainda não fechado. Claro quer os longos podem argumentar a seu favor a Brodening desactivada recentemente, mas será muito importante vir a fazer novo máximo relativo. Caso contrário será o segundo sinal de fraqueza em poucas sessões.
gráfico semanal
gráfico diário
Resumindo: o Supersector Banks vem penalizando a sua Industry. Duas importantes e pesadas cotadas aqui analisadas encontram-se a negociar junto de históricas zonas de resistência, apresentando mesmo alguns sinais de fragilidade.

Basicamente estas cotadas marcam o inicio de importantes apresentações de resultados. Caso eles não sejam favoráveis aos longos, pode estar aqui um fator para o S&P 500 pelo menos aliviar um pouco...caso contrário a barreira dos 1600 pontos será facilmente ultrapassada.

Lembro que o target do retângulo que venho referindo nas minhas análises ao índice está nos 1607 pontos.

29 de março de 2013

Industrys S&P 500 - uma forma diferente de analisar o índice

Hoje vou voltar a analisar o S&P 500 de uma forma diferente, isto é, segmentada, através das suas Industrys. 


O índice S&P 500 é composto por 10 Industrys, tal como pode se verificar no site standardandpoors. Existem 2 sistemas de classificação: o ICB e o GICS. A principal diferença entre os dois está nas suas subdivisões. Eu sigo o ICB por ser o mesmo que é utilizado na Europa.



Deixo um quadro comparando os 2 sistemas. As percentagens do peso que cada Industry possui no S&P 500 não estão actualizadas. Essas percentagens dizem respeito ao dia 2 de Abril de 2010, portanto com quase 3 anos. Mais abaixo, quando começar a analisar cada Industry, será possível comparar o peso actual com o peso nessa data. Bastante curioso.
Normalmente analiso as sete principais, excluindo a Telecommunications, Utilities e Basic Materials. O peso que elas possuem no referido índice é praticamente residual (2,82%-3,67%-3,61% respectivamente). Além disso, os segmentos de mercado de Telecommunications e Utilities estão demasiados estáveis e regulados para achar atraente investir neles.

O S&P 500 alcançou ontem o  valor máximo em fecho da sua história, estando apenas a +-7  pontos do máximo histórico alcançado em 11 de Outubro de 2007! Ontem quebrou (falso break?) o range que eu assinalei na ultima mensagem, podendo ter um potencial de subida de +- 2%. O target do retângulo e/ou triângulo ascendente está nos 1 596 pontos. Será mesmo?

gráfico diário cash
gráfico 1 hora CFDs
Os gráficos das Industrys que irei publicar apenas possuem histórico até 2001, portanto começa um pouco abaixo do pico do Bull Market de 2000. O primeiro gráfico será sempre semanal entre 2001 e 2013, o segundo semanal entre 2008-2013 e o último diário.

Industry Technology (18,02% market value) - esta industry perdeu praticamente 2% de peso no S&P 500 nos últimos 5 meses. Bastante significativo! Desde Janeiro de 2012 negoceia acima do seu anterior máximo histórico, mas estes últimos 15 meses indicam uma ampla lateralização. Apesar do gráfico diário indicar nos últimos 3 meses um ligeiro canal ascendente, também no curto prazo considero que está a andar de lado, sempre com a zona dos +-750 pontos como referência. Os indicadores técnicos também estão em modo neutro, tal como o volume.
Exemplo de cotadas: AAPL, INTC, MSFT, ORCL, GOOG
gráfico semanal 2001-2013
gráfico semanal 2009-2013
gráfico diário
Industry Financials (15,93%) - curiosamente ganhou 1% de peso no índice no último semestre, valorizando +-20%. Negoceia quase encostado a uma LTA de médio prazo, sem qualquer sinal de perda de força. Os indicadores aliviaram praticamente sem grandes perdas, estando em modo neutro. Importante essa linha ascendente não ser quebrada. Não existem suportes consistentes por perto.
Exemplo de cotadas: BAC, WFC, JPM, C, GS.


Industry Health Care (12,53) - mantém o seu estatuto no índice. Um dos principais impulsionadores desta caminhada para norte. Negoceia também perto de uma LTA de médio prazo. Ontem deixou a 3ª vela consecutiva verde, repetindo o padrão de velas deixado no inicio deste mês. Os indicadores estão em modo bullish. Importante a linha ascendente não ser quebrada. Não existem suportes consistentes por perto.
Exemplo de cotadas: JNJ, PFE, MRK, AMGN


Industry Consumer Goods (11,08%) - ganhou uma posição no último semestre. Apesar de tecnicamente não ser possível traçar uma linha de tendência ascendente em qualquer time frame, ele só conhece o caminho para norte. Sucessivos highers higs e highers lows desde 2011 demonstram isso mesmo. Com os indicadores ligeiramente sobrecomprados no gráfico diário e bastante esticados no semanal desde que quebrou o anterior range no início deste mês, nada a faz perder fulgor. Aliás, o seu gráfico é um excelente exemplo como pode ser complicado negociar divergências negativas com uma forte tendência ascendente. O suporte mais consistente está abaixo +-2,55 % do seu valor atual. Parece normal para breve pelo menos uma consolidação.
Exemplo de cotadas: F, KO, PG


Industry Consumer Services (10,96%) - sem qualquer alteração nos últimos 6 meses. Apesar de também ter uma tendência ascendente neste período, ela tecnicamente tem dado alguns falsos sinais. Tem construído Broadenings, figuras principalmente de inversão de tendência, mas isso não se verificou. Aliás, acabaram por estar nos +-30% de casos desse padrão que se transformam em continuidade. O RSI e o MACD possuem ligeira divergência negativa o que pode implicar uma correção. A zona de suporte está a +-4% de distância. De notar que esta Industry normalmente não constituiu grande referência para o S&P 500 em termos técnicos.
Exemplo de cotadas: AMZN, EBAY, DIS, MCD


Industry Oil & Gás (10,92%) - perdeu 2 lugares no rating, apesar de uma desvalorização residual do seu peso no índice. Este Industry tem-se revelado muito consistente a antecipar movimentos de força ou perda dela no S&P 500. Existe um possível H&S invertido com um potencial de ganho perto dos 5%. Encostado à LTA de curto prazo e com divergência negativa no RSI e MACD, os valores a vigiar são fáceis de determinar: quebra da LTA ou da neckline da figura. Confesso que desconfio do padrão bullish...Será que vai ter um pullback à LTD de longo prazo quebrada em Janeiro passado? São +-4% de desvalorização...
Exemplo de cotadas: XOM, CVX, HAL.


Industry Industrials (10,11%) - mantém o estatuto de lanterna vermelha. Muita força dos touros nos últimos 5 meses, negoceia junto de uma LTA de médio prazo, tendo reagido positivamente no pullback ao limite do anterior range. Não apresenta sinais de fadiga, tendo mesmo aliviado bastante os indicadores nas últimas 2 semanas sem grandes perdas de valor. Importante vigiar a LTA e o recente suporte.
Exemplo de cotadas: MMM, GE, BA


Após esta exaustiva análise, os sinais das diversas Industry não são consensuais:
  • a Industry Technology está a lateralizar e a Consumer Goods a dar sinais de estabilização.
  • a Financials e Industrials aliviaram um pouco nas últimas semanas, podendo estar a preparar novo impulso, no entanto é necessário apertada vigilância às suas LTAs
  • a Industry da saúde não apresenta qualquer fragilidade, aliás só demonstra força
  • as industrys da energia e de serviços apresentam alguns sinais viradas para quedas, com um potencial de +-4%.
Tal como acima referi, a Industry da energia tem sido excelente a antecipar movimentos do S&P 500. Caso ela quebre a LTA, pode levar consigo as outras Industry que também apresentam essas linhas de tendência ascendente de médio prazo. Perdas de 4% podem levar o S&P 500 novamente para baixo ou pelo menos para perto dos 1 530 pontos.

Por outro lado se o possível H&S invertido da mesma Industry for ativado, juntamente com o potencial da Financials e Industrials, os míticos 1 600 pontos podem ser o próximo objetivo dos touros enfurecidos. Curiosamente este valor fica muito próximo do target da figuras Bullish visíveis nos gráfico de 1 e/ou 4 horas que deixei no início desta analise...

No meio disto tudo, estou extremamente curioso com o comporto do atualmente neutro peso pesado Tecnhology. O que podem implicar os seus 20%? O melhor neste ponto seria deixar uma análise aos pesos pesados dela: AAPL, MSFT, ORCL, GOOG...pelo menos. Fica para outro dia.

Gostava de ter uma opinião sobre o que escrevi, isto se alguém teve coragem e paciência para ler esta enorme análise.

5 de novembro de 2012

S&P 500 - observando as Industrys

Por vários motivos tenho andado bastante afastado dos mercados nas últimas semanas. Este fim de semana resolvi observar os gráficos para me actualizar, desde os índices, passando pelas commodities e acabando no forex. Confesso que fiquei surpreendido...e algo confuso.

Depois de ter lido tudo o que o J Alves foi escrevendo, decidi deixar uma visão diferente ao verdadeiro líder dos índices, o S&P 500 (ou será que neste momento é o Dax?), analisando as suas principais Industrys. Esta forma de visão tem-se manifestado um precioso auxilio em momentos menos "claros" ou em locais de maior importância.

Recordo que o S&P 500 é dividido em 10 Industrys. No inicio deste ano deixei na mensagem do dia 12 de Janeiro de 2012 a explicação dessas divisões. Normalmente analiso as sete principais, excluindo a Telecommunications, Utilities e Basic Materials. O peso que estas possuem no referido índice é muito pequeno (2,82%-3,67%-3,61% respectivamente). Além disso, os segmentos de mercado de Telecommunications e Utilities estão demasiados estáveis e regulados para achar atraente investir neles.

O S&P 500 continua com a tendência de longo e médio prazo ascendente, mas claramente Bearish nos últimos 2 meses e meio, devido aos sucessivos lowers highs e lowers lows relativos. Na passada sexta-feira fechou relativamente perto de valores que considero bastante importantes para o médio prazo.

gráfico semanal

gráfico diário
Os 1400 testados na semana passada são fundamentais para os longos. Correspondem aos 50% de retracement de fibonacci relativamente ao movimento ascendente entre os 1329 e os 1474 pontos e a LTA de longo prazo recentemente formada está também por esses valores. Sendo assim, como se encontram as famosas Industrys?

Industry Technology (19,22% market value). uma das Industry que mais market value perdeu nos últimos meses e que mais pressiona o índice. Durante o mês de Setembro formou um H&S, tendo já ultrapassado ligeiramente o seu target. Esta semana tocou na parte superior de uma importante zona de suporte. Os indicadores tendenciais e oscilatórios parecem dar sinal de estabilidade junto dessa zona, mas ainda existe espaço para mais 1/2% de quedas.

gráfico semanal

gráfico diário
Industry Financials (15,08%). no passado mês de Setembro voltou a testar a histórica zona de resistência novamente sem sucesso. No entanto, ao contrário do habitual, corrigiu ligeiramente. Neste momento evolui dentro de um triângulo simétrico, mas existe um sinal preocupante para os longos: a quebra de uma LTA de médio prazo no passado dia 23. O S&P 500 cresceu nos primeiros 9 meses deste ano sem a ajuda desta Industry. A sua atual neutralidade pode ser um aspeto positivo para nova arrancada em direção ao norte. Resta aguardar a quebra do triângulo atrás referido...



Industry Health Care (12,28). Esta Industry foi a que mais puxou pelo S&P 500 no ultimo ano. Eu Outubro faz duplo topo com divergência negativa e entra em correção. Target já praticamente alcançado, tendo a recente zona de suporte aguentado bem. Dentro desta zona encontra-se uma LTA de longo prazo. Existe por isso margem para poder cair mais 1 a 2%.



Industry Oil & Gás (11,27%) teve um crescimento bastante forte nos últimos 5 meses. Em Setembro encontra a LTD de muito longo prazo, com 4 anos de existência, junto de uma resistência criada já em 2012 e corrige. Neste momento evoluiu dentro de um canal descendente, portanto no mesmo sentido da tendência de curto prazo. Por norma estes canais acabam por ceder..no mesmo sentido da tendência. Isto significa que a zona de suporte deve ser testada brevemente e em "força". Potencial de queda entre 2 a 3 %.




Industry Consumer Goods (11,08%) entre Setembro e Outubro alcança novos máximos históricos, mas acaba por formar um pequeno H&S, já ativado e alcançado o seu target a semana passada. Neste movimento descendente foi quebrada uma LTA de longo prazo. Final da sua tendência ascendente de longo prazo? Zona de suporte 4% abaixo do ultimo fecho.




Industry Consumer Services (10,90%) situação muito idêntica à anterior Industry. Máximos históricos alcançados em Outubro passado, com formação de divergência negativa nos últimos 2 highers higs. Também quebrou uma LTA de longo prazo e existe agora uma possível Broadening top. Potencial de queda próximo dos 5%.



Industry Industrials (9,90%) em Setembro teve nova aproximação à forte zona de resistência, não a conseguindo superar. A semana passada quebra uma LTA de longo prazo e neste momento evolui dentro de um ligeiro canal descendente. Apesar deste canal, considero estável esta Industry, sem figuras Bearish. A base do canal está 3% abaixo de feche de sexta-feira, tal como a sua M200.



Resumindo: várias Industrys encontram-se relativamente perto de zonas de suportes, mas com espaço para quedas de +-2%. Caso se confirme os valores desta desvalorização, a tendência de médio prazo ascendente do S&P 500 não fica ainda colocada em causa, mas será um importante teste aos longos.

As Industrys mais pressionantes deverão ser as Oil & Gás, Consumers Services e Consumer Goods. A que pode dar uma forte ajuda aos longos será a Financials, restando observar para onde quebra o triângulo simétrico da mesma.

Ora os possíveis 2% de queda acima referidos atira o S&P 500 para os 1385/90, valor abaixo  dos 1400/1395 pontos que considerei importantes no inicio desta mensagem. Parece claro que este índice será fortemente pressionado nas próximas sessões. Conseguirão os touros resistir?

As fronteiras estão identificadas!